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Preparação de soluções por diluição

Autores: Gustavo Novaes Cruz

Editores Associados: Paulo Teng-an Sumodjo

Auxiliares Editoriais: Guilherme Marson

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Diluição de Soluções

Procedimento para diluição de soluções.

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Introdução

No contexto de um laboratório de química, soluções são amplamente utilizadas em uma série de experimentos. Uma solução pode ser preparada diretamente pela dissolução do soluto no solvente, ou pela diluição de uma solução previamente preparada. É muito comum, em um laboratório, a preparação de grande volume de uma solução “estoque”, de concentração alta, a partir da qual serão preparados pequenos volumes de soluções mais diluídas, a serem utilizadas para finalidades específicas. Este procedimento agiliza os trabalhos, pois as etapas de pesagem e dissolução do sólido são realizadas apenas uma vez.

Princípio da técnica

A diluição de soluções é uma técnica empregada quando se deseja preparar uma solução a partir de uma outra solução, mais concentrada, do soluto de interesse. É realizada utilizando-se um determinado volume (previamente calculado) da solução concentrada, diluindo-o com água destilada até atingir um volume de interesse. O volume da solução concentrada a ser utilizado depende de três fatores: 1) da concentração da solução que será diluída, 2) da concentração da solução que se deseja preparar, e 3) do volume de solução que se deseja preparar.

Para o preparo da solução, utiliza-se um balão volumétrico de volume apropriado. A concentração da solução a ser preparada deve ser determinada dependendo da finalidade de sua utilização.

Aparato experimental

O aparato experimental para a diluição de soluções consiste dos seguintes componentes:

Recipiente contendo a solução a ser diluída

Balão volumétrico

Pipeta volumétrica

Pera

Béqueres

Pipeta de Pasteur

Pisseta

Procedimento

O procedimento mostrado ao lado tem o objetivo de preparar soluções a partir de soluções mais concentradas do soluto de interesse. A solução mais concentrada foi preparada utilizando-se a técnica de ”Preparação de soluções”.

A transferência da solução concentrada para o balão volumétrico deve ser feita sempre utilizando-se uma “pipeta volumétrica” ou uma ”pipeta graduada”, dependendo do volume a ser utilizado.

Em muitos casos, o processo de diluição provoca uma alteração na temperatura do sistema. Nestes casos, deve se deixar a solução em repouso até que atinja a temperatura ambiente, e só então deve-se completar o volume do balão.

Quando se deseja preparar uma solução com soluto líquido, por exemplo uma solução de álcool em água, a técnica utilizada é similar à técnica aqui representada. O cálculo do volume de soluto a ser utilizado deve levar em conta a concentração e o volume da solução desejados.

Cuidados técnicos

Para verter um líquido de um frasco, faça-o sempre pelo lado oposto ao do rótulo, para evitar que o líquido escorra externamente e danifique a etiqueta de identificação.

Evite encostar a tampa do recipiente contendo líquido na bancada, para evitar qualquer tipo de contaminação. Se o fizer, somente encoste a parte exterior da tampa na bancada.

Não retorne o líquido não utilizado ao frasco. Procure transferir para o béquer um volume pouco acima do necessário, diminuindo o desperdício.

Caso a tampa do balão volumétrico utilizado seja de vidro esmerilhado, não encoste-a na bancada, para evitar qualquer tipo de contaminação.

Caso a tampa do balão volumétrico utilizado seja de plástico, somente encoste a parte exterior da tampa na bancada.

Ao adicionar água destilada no balão volumétrico, tome cuidado para não ultrapassar a marcação do volume. O nível de líquido sobe rapidamente ao se atingir o gargalo, o que pode ocasionar erros.

Certifique-se de que, ao se acertar o menisco, a superfície do líquido se encontre na altura dos olhos, ou a leitura do volume pode ser incorreta.

Certifique-se de que o balão esteja tampado firmemente ao se proceder a homogeneização da solução.

Cuidados com a segurança

Use o EPI: óculos de segurança, avental, luvas e calçados fechados.

Para diluir ácidos concentrados, derrame lentamente o ácido em água, agitando continuamente com um bastão de vidro.

Jamais verta água sobre um ácido concentrado. O calor de dissolução liberado pode provocar a ebulição e projeção do ácido e/ou a quebra do recipiente de vidro que o contém.

Ao se manusear líquidos corrosivos, verifique se o frasco não está molhado externamente antes de tocá-lo. Se estiver, limpe-o com uma toalha de papel.

Referências

Guia de Laboratório – QFL 4010.

Telefone

+55 (11) 3091-3845

Endereço

Instituto de Química - USP

Av. Prof. Lineu Prestes, 748, Bl. 03 sup. Sl. 0357

Butantã, São Paulo, SP, Brasil

CEP: 05508-000

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